quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

4 dicas para o brasileiro no exterior que vai empreender



Acho que uma das coisas que procuramos, ao sair do Brasil, para morar fora, é o sucesso profissional. Estou certo? Bem, no meu caso, eu procurei mais uma estabilidade do que exatamente sucesso. Somente quando retornei ao Brasil, após 3 anos fora, com carteira assinada, estabilidade e... um pouco de mediocridade, é que comecei a pensar na minha carreira com seriedade. Comecei a pensar em fazer aquilo que me desse prazer... e, claro, grana também. Na época, estava com 29 anos. Tinha feito jornalismo, e embora faltassem alguns meses para concluir a formação, não tinha nenhuma vontade de seguir a carreira. Estava no Japão, e o meu prazer era escrever, e não exatamente trabalhar para um jornal. E aí eu escrevi meu primeiro livro. Somente para escrever... E aí vai uma dica:

1 - se você tem alguma vocação, seja ela escrever, pintar, cozinhar, cantar, jogar golfe, fazer ikebana, decoração, sei lá mais o quê, faça...

Uma outra coisa que percebi foi que, se eu não me adaptava à uma carreira tradicional, teria que partir para a carreira solo. Óbvio não? Ser o dono do próprio nariz não dá a menor segurança do salário no final do mês, mas é exatamente esta insegurança que nos leva para frente. E vou contar um segredo: eu nunca tive um tino comercial, vocação para empreender, nada disso... Fiz muita burrada, perdi dinheiro, investi em coisas erradas... Tudo se aprende! E aí vai mais uma dica:

2 - se você não tem uma carreira convencional para seguir, ou não quer ficar preso a um emprego fixo, pense seriamente em fazer a carreira solo;

Daí, quando é você no mercado, em busca dos clientes, existe um fator importantíssimo para ser bem-sucedido ou não: a inteligência emocional. Saber lidar com a falta de recursos, com o incerto, a dúvida, funcionários que fazem burradas, é um exercício de auto-controle e sabedoria. A inteligência emocional é uma das coisas mais importantes, e por incrível que pareça, quando você procura o Sebrae, só encontra cursos técnicos, planos de negócio, etc., mas nenhuma explicação de como lidar com um cheque sem fundo num momento de aperto, com uma briga com o sócio ou ainda, com a indisciplina de um funcionário. Aí, vem uma outra dica:

3 – Trabalhe-se emocionalmente. E seja flexível. Conheça suas fraquezas, e as utilize ao seu favor. Se, por exemplo, você não se vê lidando absolutamente com funcionários, porque não montar uma empresa baseada somente em si mesmo? One-man-show... é possível, é viável... Eu já tive empresas com vários funcionários, hoje somos dois, e trabalhamos com terceirização, quando é necessário...

Ok, vou falar da última dica. Talvez a mais importante. Tudo fica fácil quando temos uma vocação, não é verdade? Talvez você pense assim. Mas vou dizer uma coisa. Não é bem assim. Uma vocação, às vezes, diz muito pouco. Sabe por quê? É que vocação tem milhares, milhões de facetas... E para descobrir a faceta correta, que nos trará retorno comercial, fama, dim-dim? Por exemplo, eu tinha a vocação para escrever. Ainda tenho. E escrevi um livro. Não me deu o retorno desejado. Não me tornei o Paulo Coelho. Nem as orelhinhas do Coelho. Escrevi dois livros. Escrevi três livros. Mas não era esta faceta. A mente humana está condicionada a generalizar as coisas: pensamos – gosto de escrever, logo, serei um escritor. Daí, eu vendo bastante livros e ganho dinheiro e fama. Certo? Não! Errado. A minha vocação para a comunicação tinha muitas outras facetas. Por exemplo: aprendi a falar em público, coisa que há 10 anos era impossível. Aprendi a fazer networking e a vender meu peixe... Aprendi a mudar meu estilo para escrever na internet. Aprendi a fazer marketing e usar os textos de uma forma focada no convencimento do meu cliente... Aprendi a buscar um nicho de mercado que tivesse a ver com o meu perfil. E ainda estou fazendo diversos experimentos. Por isso, se você não tem vocação explícita, também não está muito distante do sucesso. Já vi muitas pessoas talentosas se afundarem com o seu próprio talento. A nossa sociedade vende a idéia de que as pessoas talentosas é que prosperam, dão certo, são legais. Isso é uma grande enganação. Dão certo aqueles que querem dar certo. No caminho para dar certo, o talento surge. E se não surge o talento, você terá dinheiro para contratá-lo. Isso me faz lembrar da história do Walt Disney. Desenhista pouco talentoso, era, por outro lado, um empreendedor egocêntrico e super-criativo. Tanto que empregou os maiores nomes do cartoon da época, obrigando-os a assinar os desenhos como... Walt Disney... Vai então, a última dica de hoje:

4 - busque a atividade que o apaixone. Algo que você faria e lhe daria muito prazer. Não se preocupe se isso que você quer pareça ser incomum, não dar grana, ou alguma crença boba que enfiaram na sua cabeça. Qualquer coisa dá dinheiro. Absolutamente qualquer coisa. E crie foco de ser o melhor que você pode ser nesta atividade. Crie o foco de se destacar, de se bancar, de ganhar grana...

Alex Possato é diretor do
Nokomando-desenvolvimento pessoal e profissional

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Brasil é xenófobo - 72% da população é contra estrangeiros

Jornal suíço contra-ataca e diz que Brasil é xenófobo

Os jornais suíços fizeram um duro ataque contra o Brasil, mesmo sem saber o resultado final das investigações no caso da advogada brasileira Paula Oliveira, que diz ter sofrido um aborto após ser agredida por um grupo skinhead na última segunda-feira em Zurique.

O periódico "Neue Zürcher Zeitung" ironiza o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e alerta que a mídia brasileira "regularmente publica notícias de fatos totalmente inventados, acusações que já destruíram a vida de outras pessoas".

Segundo laudo médico emitido pela polícia suíça, Paula não estava grávida. De acordo com o jornal, a gravidez inventada seria uma técnica comum no Brasil para mulheres que querem pressionar seus maridos. Para o NZZ, o Brasil seria um dos países mais xenófobos do mundo. "O país tropical está, de acordo com sondagens internacionais, entre os Estados com maior índice de xenofobia: 72% são, segundo pesquisa, contra a recepção de estrangeiros", comenta a publicação.

A palavra é altamente manipulável. Aquilo que acreditamos é totalmente influenciado pelo o que ouvimos ou lemos. O ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels, estava certo quando disse que uma mentira, contada 100 vezes, torna-se verdade. Ou não estava?

Afinal, o que é verdade? Não é somente uma justificativa que damos para afirmar algo que acreditamos? E o pior: a mente humana tem a tendência de analisar “suas verdades” de acordo com as próprias crenças. Dificilmente alguém se coloca no “lugar do outro”, não busca saber todos os lados de uma coisa, para tirar uma conclusão. Qual é a verdade no caso da brasileira que diz ter sido atacada por skinheads na Suíça? O jornal suíço mente, ao dizer que o Brasil é xenófobo? Ou o governo brasileiro é que mentiu, ao julgar verdadeiro o caso e pressionar as autoridades suíças baseados nas palavras da brasileira? Como disse, para qualquer fato existem argumentos que apóiam. É possível que eu também seja xenófobo. Em alguns momentos... por que não? É por essas e outras que não acredito naquilo que leio, não dou bola pra a imprensa e não vejo TV ou noticiários. Para ver minha mente ser manipulada o tempo todo? Ah... tenho mais o que fazer...


Alex Possato é diretor do nokomando-desenvolvimento pessoal e profissional, soluções sistêmicas


terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Poder sem limites - Anthony Robbins


Entender um pouco de neurolinguística? Este é o livro

Falo que Anthony Robbins é o típico americano com “cara de sucesso”. Grandão, com pinta de galã, fala e motiva o público como o nosso bom Silvio Santos, atende seus clientes numa ilha do Hawai, vem de helicóptero, estas coisas toda. Lógico que muito disso é imagem… e cá entre nós, eles sabem fazer imagem. Mas vamos ao livro.

Robbins adquiriu umas doenças e isto o deu motivação de se transformar num cara diferente. Durão, obeso e doente, encontrou na programação neurolinguística a motivação para “dar a volta”. O caminho do sucesso está neste livro. “Poder sem limites”, apesar de parecer auto-ajuda comum, é na verdade um bom resumo da teoria da PNL, que é utilizada por treinadores e coaches do mundo todo, para incentivar a alta performance dos seus comandados. E dá certo. Em linguagem bem acessível, utilizando exemplos pessoais, Anthony Robbins desfila os principais elementos da PNL nas 384 páginas da obra. Você aprenderá sobre âncoras, sistemas representacionais, calibragem, sinestésicos, auditivos e visuais e tantos outros termos que parecem coisas do “outro mundo”, mas são parte de um estudo sério sobre comunicação, comportamento e psicologia humana.

Apenas um porém: no estilo bem americano do oba-oba, solução final, o livro as vezes pode deixar transparecer que a aplicação em si mesmo da PNL é fácil e rapidamente eficaz. Não é. Qualquer técnica que exige olhar para si, para seus medos, emoções e comportamentos inadequados, exige vontade.

Objetividade: é um livro que fala sobre os principais elementos da PNL, sem ser chato ou complexo. Isso é uma virtude. Nota 8.

Quebra de conceitos: de forma leve e levado pela empolgação do autor, a pessoa não percebe que está sendo fortemente influenciada a acreditar em si mesmo. Isso, para mim, é ponto positivo. Nota 8

Simplicidade: o livro é simples, fácil de entender. Nota 8.

Funcionalidade: aí é a questão. Não acho que a PNL seja um conhecimento fácil de ser aplicado sem a orientação de um consultor, ou sem ser feito algum curso do assunto. . Nota 6

Conteúdo: mesmo tendo vários elementos da PNL, o conteúdo fica um pouco prejudicado pela simplicidade dos exemplos e pela superficialidade com que são tratados temas importantes. O livro é feito mais para empolgar sobre a PNL (consegue) e sobre o autor (talvez consiga), do que para realmente informar. Nota 6.

Avaliação 7,2

Alex Possato é consultor, escritor e especialista em PNL

Poder sem Limites, Anthony Robbins, Editora Best Seller, R$ 39,90

Você, nokomando da própria vida profissional e pessoal? Poder sem limites (ou quase?)? Nokomando dos seus caminhos? Clique aqui!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Planejamento sem apego


Pode soar meio zen, ou taoísta, mas tanto faz. O fato é que planejar focando uma meta final é estressante e desagradável para a maioria das pessoas. Simplesmente porque qualquer um sabe, pelo menos inconscientemente, que metas se sobrepõem a outras. Estamos começando uma e outras já estão andando. Algumas acabam sem serem concluídas e outras são concluídas e não produzem o efeito desejado. Não traz alegria, satisfação… Por quê? Porque metas não significam nada.

Se existe algo com significado, é o que fazemos no dia-a-dia. Como lidamos com cada hora do dia? Estamos presentes no trabalho? Percebemos a nós mesmos, como estão nossas emoções, nossas sensações, como estão as pessoas a nossa volta, como está o nosso corpo?

Pois é, acredito que a maioria não percebe. Porque está focado em algo que tem que fazer. Andamos como burros com a cenoura pendurada no nariz. Nunca alcançamos nada, não curtimos o momento presente, e continuamos a andar atrás de metas.

Não vou dizer para não ter metas. Quem não sabe o que quer, não chega a lugar nenhum. Não há nada para falar a este público. Mas quem sabe o que quer, deve parar, e pensar: o que é mais importante – alcançar as metas ou viver bem enquanto faço o possível para alcançá-las?

Este é um ponto fundamental. Viver bem significa estar presente e perceber a vida. Pois a vida passa, as metas passam, e… vai chegar um dia em que estaremos olhando para trás e percebendo que vivemos como Sísifo, rolando a pedra até o alto da montanha, para depois ela despencar, e começarmos tudo de novo. Sim, metas são uma referência, mas elas não levam a nada e são sempre cíclicas, como a pedra que volta ao ponto de partida. Valeu a pena, eheh? Valeu a pena? Ser caçador de ilusões?

Acho que não vale. Vale é ir atrás do que quer, porque desempenhar a função humana de ser talentoso, ser líder, dirigir pessoas e mentes é instigante. Pra isso, focamos. Mas vale a pena também pisar na lama – eu gosto de bike, curtir a esposa, sair com as mãos dadas com os filhos, xingar um pouco a mamãe, para depois jantarmos juntos, olhar as cachoeiras, voar e conhecer terras distantes, ver povos e culturas diferentes… Vale a pena também olhar nossos funcionários com olhos sem julgamento, simplesmente observando o que leva a vida deles. Observar o nosso cão e os movimentos lentos do gato.

Para viver plenamente a vida, é preciso planejar. Sem apego de conseguir coisas ou alcançar metas, mas de conseguir ser pleno, no dia-a-dia. Produzir e ganhar a grana, mas permitir-se parar e dar um cochilo no carro, quando o corpo requer isso. Ser agressivo nas negociações e colocar seus interesses, para depois abraçar o concorrente e tomar uma cerveja, e perceber que ele torce para o mesmo time que o seu. É importante viver e permitir-se estar presente. Permitir-se saber o que o faz feliz, o que lhe dá prazer, e fazer! Ao invés de correr atrás de quimeras. Viver a vida, antes que a morte chegue, e nos arrependamos por não ter vivido.

Dá para ser zen e profissional. Ser um executivo e andarilho. Hábil vendedor e amistoso pai. Intelectual e punk. Marido namorado. E dá também para planejar os momentos de solidão, de reclusão, de isolamento, como todo homem merece e quer.

Para isso, é importante ver-se, em primeiro lugar, em seus papéis. Quem você é? É pai, filho, marido, líder de uns, subordinado de outros, religioso, aventureiro, intelectual… O que cada um desses personagens precisa para ser feliz e viver bem, agora, neste instante? Quais satisfações emocionais você precisa? Que tipo de atitude você está tomando que o agride? Que tipo de atitude não está tomando e seria bom tomar? Sim, é um planejamento. Olhar para si exige planejamento. Mas um planejamento muito mais profundo e que lhe trará um enorme prazer, no momento em que for percebida a sua vida de uma nova forma, a partir de metas interiores, e não mais, exteriores. É um planejar onde o alcançar importa pouco, mas o viver é tudo!

Alex Possato

Consultor de marketing pessoal e comunicação

www.nokomando.com.br

Coaching sistêmico on line? Saiba mais

sábado, 1 de novembro de 2008

10 dicas para motivar-se através das suas emoções




O sistema educacional não fala. Papai e mamãe escondem. As novelas transformam-nas em algo risível e irreal. Os “emos” distorcem. Os drogados e alcoólatras ampliam-nas quimicamente e perdem-nas do controle. E você? O que faz com elas?

Estou falando das suas emoções, este impulso forte e capaz de gerar reações em você, antes mesmo que possa formular um pensamento, uma explicação sobre o porquê estar reagindo. Vamos entender um pouco melhor o que se passa em seu íntimo?

Medo, raiva, alegria, afeto e tristeza: matérias-primas para a paixão de viver e vencer

As cincos emoções descritas acima são as chamadas “emoções naturais”. Todo mundo tem. Até o meu cachorrinho. Estas emoções estão impregnadas em nosso código genético, e são disparadas por algum acontecimento exterior. Um sorriso de alguém, a aproximação de alguém com quem criamos imediata afinidade, um olhar ameaçador, um grito de socorro, uma porta rangendo, uma criança brincando. Como cada ser humano é diferente, um do outro, e carrega consigo todo o passado familiar, como vemos nas constelações familiares sistêmicas, cada um possui a tendência de estar mais aberto para um ou outro tipo de emoção. Mas todos as possuímos. E elas são ótimas, em todos os sentidos.

O medo provoca reações químicas no organismo para reagirmos ou fugirmos a um perigo. A raiva deixa a gente pronto para enfrentar algo muito difícil. A tristeza induz o corpo a parar, a ficar mais lento, a diminuir o ritmo, e isso é fundamental, afinal, o homem não pode viver em alta performance o tempo todo. O afeto nos aproxima dos outros, nos permite criar nossos filhos. A alegria dispara neurotransmissores poderosos, que nos dão prazer e êxtase.

Todas estas cinco emoções básicas possuem o seu próprio tempo de manifestação, e sua energia se esvai em seu próprio tempo, que é sempre rápido e não causa dor ou sofrimento. Saber lidar com estas emoções é extremamente saudável para o seu desenvolvimento pessoal e profissional, pois elas lhe dão energia para agir, reagir, parar, ponderar. Se você reparar nas pessoas geniais, todos tem características emocionais muito definidas e dominantes, embora dizemos, genericamente: ele é um cara de personalidade.

Sabe o que é personalidade? É ter suas emoções muito visíveis, no seu controle, e saber utilizá-las para sua própria motivação. Nossa sociedade moderna ensina, nas escolas, que o conteúdo intelectual é o mais importante para se ter sucesso na vida. Isto é uma grande mentira. Conhecimento não leva ninguém a lugar nenhum. Acredito que você já deve ter visto pessoas com extrema capacidade intelectual e sem sucesso, enquanto que outros, com pouca instrução, mas muita vontade, se dão muito bem. É exatamente este o ponto. Saber se bancar é conhecer a si mesmo, suas emoções, dominá-las a seu favor e... correr pro abraço.

Vou deixar dez dicas abaixo para que você aprenda a utilizar suas emoções com sabedoria e focado no seu desenvolvimento pessoal:

1 – acostume-se a ver que o seu mundo é criado a partir de dentro de si.

2 – observe suas emoções, sem julgá-las. Não as rotule. Simplesmente perceba: estou com medo, com raiva, com afeto, alegre ou triste. Só isso.

3 – não se importe com as emoções que você irá despertar no outro. Coloque uma plaquinha no pescoço: “auto-escola de emoções”, e faça suas barbeiragens emocionais.

4 – curta suas emoções. Tristeza, medo e raiva não são negativos. Alegria e afeto não são positivos. Isso são conceitos que alguém inventou.

5 – perceba qual tipo de emoção o faz ir para frente, o faz agir.

6 – então, descubra quais são as situações mais comuns que disparam este tipo de emoção.

7 – se for confortável a você, crie mentalmente esta situação, deixe a emoção surgir e aja. O cérebro humano não distingue pensamento criado de situação real: para ele, é tudo a mesma coisa.

8 – perceba se suas emoções se esvaem em pouco tempo. Se não, elas estão sendo alimentadas artificialmente pelos seus pensamentos, e é preciso cortar esta alimentação.

9 – adote o hábito de meditar, seja parado, ou andando, ou dançando. Perceba-se com todo o corpo, não apenas com a mente racional.

10 – Descubra as emoções no seu trabalho, na sua carreira. Tanto raiva, como medo, alegria, afeto ou tristeza, na dose certa, sob o seu comando, fazem de você alguém especial e diferenciado. Liberte-as, sempre focado em seu sucesso pessoal. Uma pessoa “comum e boazinha” parece sanduíche de isopor...

Um abraço!

Alex Possato

Full Life Coach

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Brasileiros no Exterior na UOL

Estamos na midia! É isso aí. O nosso blog mereceu estar relacionado entre os sites que auxiliam os brasileiros que estão residindo no exterior ou que desejam ir para fora. Valeu Felipe, pela entrevista e indicação. Quem quiser ler sobre este e outros blogs legais, clique aqui!

Alex Possato, coach e consultor de marketing pessoal e comunicação, diretor do Nokomando - realização profissional e pessoal

Crise Mundial? Que crise?


É admirável a capacidade da mídia em inventar crises e bolhas de crescimento. Não existe crise. Simplesmente porque não existe crescimento. A vida é um contínuo movimento, onde subir e descer é natural, faz parte, é assim. Você, brasileiro no exterior, não saiu do país por uma crise, mas seguindo a um impulso pessoal, que dizia estar no exterior as melhores oportunidades. Enquanto muitos saem, outros enriquecem aqui mesmo. E muitos imigrantes vêm para o Brasil, a terra prometida... para eles. Chineses, bolivianos, paraguaios, até minha esposa alemã. Eu, especificamente, que já vivi fora e hoje estou no Brasil, percebi que para mim – baseado nas minhas habilidades, personalidade, foco, etc - , as oportunidades no Brasil são maiores. Ganho mais aqui, bem mais, do que quando estive fora... Mas, por outro lado, a experiência que vivi no exterior é uma das minhas mais fortes bases para a auto-confiança em trabalhar e me desenvolver. Minha mulher, alemã, que era uma executiva de carreira promissora e ótimo salário em Berlim, deixou a Europa para “camelar” no Brasil. Hoje, ela não se arrepende. Tem uma ótima carreira no Brasil e muito mais prazer em trabalhar e viver. Mas também não descarta viver em outro lugar...

Sabe o que quero falar? Todo lugar é bom, para quem se vê bem. Todo lugar é ruim, para quem não se banca. Muitos brasileiros se dão bem realizando empreendimentos no exterior. E não voltam mais. Assim é a vida. Do outro lado, existe uma infinidade de pessoas, tanto aqui, como aí, que vão levando, simplesmente empurrando com a barriga. Para esta multidão, não importa o crescimento profissional, a conquista de maiores patamares, o investimento em si mesmo, objetivos fixos, controle emocional. Importa sobreviver.

O mercado de trabalho, no mundo inteiro, é assim. Alguns poucos lideram, a maioria é liderado. Poderia tecer um monte de teorias a respeito disso, passando do meu passado comunista e sindicalista, até o simples e puro xingamento contra a “elite burguesa”. Mas saquei, conforme os anos foram passando – e olha que passa muito, muito rápido, que ou eu banco a mim mesmo, faço minhas metas de crescimento, qualidade de vida, espiritualidade, grana no bolso, alegria de trabalhar e viver, ou me junto ao choro da maioria.

Por isso, falar em crise só é bom para a imprensa. Crises vão, crescimento vem, e vice-e-versa. E a economia continua girando, assim como o planeta. Em matéria do Financial Times, traduzida em português pelo site da BBC londrina, você pode ver que existem brasileiros se dando bem com empreendimentos em Boston, na área de limpeza e serviços domésticos. E na mesma matéria, pode conferir que, segundo estudos, metade das empresas abertas por brasileiros de Governador Valadares em terras brasilis não dão certo.

Sabe por quê? Por falta de, em primeiro lugar, fé no próprio taco. Em segundo, trabalhar no negócio adequado ao perfil. Em terceiro, estudar a si mesmo, psicologicamente, economicamente, administrativamente. Em quarto, ousadia em fazer diferente, fazer o que os outros não fazem, mas com a própria cara. Em quinto, perseverança. E perseverança nem sempre significa horas exaustivas de trabalho. Perseverar tem muito mais a ver em saber fazer diferente quando uma tática não deu certo. Inventar, estudar ou copiar outra estratégia. Estratégia? Sim, estratégia. E a principal estratégia é a que você utiliza consigo mesmo, para dominar seus medos. Sim, medos. Porque quando a conta ficar negativa e o gerente do banco ligar, você tem que lidar com a situação como um bom jogador, e não um amador cheio de desculpas e sentimento de culpa. Quando você tiver que administrar demissões, é importante saber que a saúde financeira da empresa está em jogo, e não dá “para ser bonzinho” nestas horas, até porque, você é um “empregado” da própria empresa. E olha que fui petista desde os anos 80, e ainda voto no PT. Mas tive que aprender que administrar é diferente de ser paternalista.

Bem, estas são algumas idéias, que demonstram que a crise ou a prosperidade inicia na mente, nas emoções, nos pensamentos e nas atitudes do próprio empreendedor. Isto dá para ser treinado: mente e atitude. Agora a “tal crise” que se fala nos jornais por aí, o máximo que dá é ficar olhando as notícias negativas e balançar a cabecinha, dizendo: ta ruim mesmo...

Alex Possato

Coach, consultor de marketing e comunicação, palestrante e escritor, diretor do Nokomando-realização profissional e pessoal

domingo, 19 de outubro de 2008

10 dicas para o equilíbrio emocional


Você consegue se imaginar em pleno domínio do seu pensamento e das suas emoções, e a partir disso, comandar suas atitudes, rumo ao sucesso pessoal e profissional? Claro que consegue! Sabe por que posso afirmar isso? Porque tenho observado, tanto no meu trabalho diário, como também no trabalho de colegas que utilizam a programação neurolingüística como instrumento de desenvolvimento pessoal, que inúmeras pessoas deixaram problemas dos mais diversos para partirem rumo às suas metas, seus sonhos. O grau dos problemas não importa: dependência química, depressão, falta de motivação, stress, fobias diversas, problemas de relacionamento familiar, baixa auto-estima, dificuldade de comunicação com clientes ou colegas de trabalho, déficit de atenção, problemas financeiros, medos... A lista de problemas pode parecer infinita. Mas não é. Problemas têm tanta realidade quanto a névoa da manhã. Quando o sol surge e começa a esquentar, gradualmente a névoa desaparece.
O sol representa a lista de soluções e recursos pessoais que você tem. Todos os recursos e habilidades necessárias para viver bem e equilibrado já estão em você.
Para auxiliá-lo neste caminho de encontro do seu sol interior, do encontro do estado mental e emocional que proporcionará equilíbrio e harmonia, organizei as 10 dicas abaixo, que você pode mentalizar e transformar num hábito diário:

1 – A realidade do seu mundo é iniciada e mantida por si mesmo, através dos seus pensamentos, emoções e atitudes. Para modificar sua vida, escolha os pensamentos que lhe trazem prazer e realização, dê menos significado às suas emoções e permita ter atitudes focadas em suas metas;

2 – Comece a mudança da sua visão por si mesmo. Observe os pensamentos e emoções que tem a respeito de si, e veja que todos os julgamentos, críticas e limitações são idéias que outros colocaram em você.

3 – Aceite-se como é. Ninguém tem nada a ver se você é rápido ou lento, observador ou dispersivo, dócil ou incisivo, sociável ou introspectivo, impetuoso ou metódico, efusivo ou contido, organizado ou aleatório, com muitos amigos ou poucos, solteiro, casado ou divorciado, com muito dinheiro ou com dívidas, pai, mãe ou filho dedicado ou voltado a si, socialmente engajado ou focado em seu projetos pessoais, trabalhador metódico e de rotina ou um criativo profissional autônomo... Existem exemplos de pessoas felizes e realizadas com todo o tipo de perfil. Nenhuma árvore é igual à outra, mas todas se desenvolvem em sua plenitude;

4 – Tome um tempo para você, todos os dias. Comece com 15 minutos e vá aumentando gradualmente, conforme a sua disponibilidade de tempo. Utilize este tempo como quiser, mas que tenha a ver somente com você. Medite, ande, caminhe, relaxe, faça exercícios, pinte, escreva, dance, ouça música. Mas não ligue rádio, televisão, internet e nem leia. Permita-se estar consigo, seu corpo, pensamentos e emoções. Perceba que você é a pessoa mais importante do universo.

5 – Confie na Lei da Atração, que é natural e universal. Se você permite o equilíbrio, você atrai o equilíbrio. Sem esforço, porque o que é natural, não necessita esforço. Confie que em sua essência, você já possui todos os instrumentos e habilidades para estar bem consigo, com os outros e com o universo.

6 – Perceba o que lhe dá prazer. O que você gosta realmente de comer? Quais bebidas gosta de beber? Que tipos de companhia prefere? Com quem você precisa estar e quais companhias pode descartar? Quais hábitos são bons para você e você gosta? E quais pode modificar? O que poderia fazer de diferente, que lhe daria prazer? Como você percebe o seu corpo? Gosta do sol, ou da água? Do mar, dos rios, das cachoeiras? Ou de ambientes finos e requintados? Gosta de andar descalço, sentir o vento no corpo? Ler coisas diferentes, ver filmes diferentes, ouvir músicas diferentes?

7 – Esqueça o outro. A sua felicidade não depende de ninguém, e ninguém poderá construí-la, a não ser você mesmo. Você é a pessoa mais especial do mundo quando está perfeitamente equilibrado consigo mesmo, e quando isto acontece, a Lei da Atração lhe traz pessoas que podem desfrutar do seu equilíbrio e presença.

8 – Perceba que o outro está envolvido nas próprias emoções e pensamentos, e por isso não o percebe como você gostaria. Mas você, ao perceber esta realidade, pode aproximar-se quando quiser, e afastar-se quando quiser, sem deixar-se interferir emocionalmente.

9 – Perceba que o mundo é neutro e em constante mutação. Nada nem ninguém quer o seu mal, nem o seu bem. Existe o dia e a noite. O sol e a chuva. Nascimentos e mortes. Ganha-se e perde-se dinheiro. Quem dá significado para as coisas que acontecem à sua vida é você mesmo. Você dá o significado que quiser a si mesmo. Você pode e deve fazer a Lei da Atração trabalhar ao seu favor, neste instante. Que tal dar o melhor significado possível à si mesmo? Que tal olhar-se como o ser perfeito e capaz que você é, do jeito que você é?

10 – Não leve a vida tão a sério. Não leve a si mesmo com muita seriedade. Tudo é mutável, passageiro. Aquilo que você deseja para si já existe, potencialmente, agora. Está em seu íntimo, na sua forma de ver e perceber sua vida. Construa e faça o melhor de si, mas também entenda que o resultado é passageiro. Por isso, divirta-se, aprenda e curta o caminhar, em vez de focar-se somente na chegada, no resultado final. Este é o grande segredo do equilíbrio emocional: estar presente em cada ato, no processo, na construção, e saber que o resultado sempre virá, e não é o mais importante.


Alex Possato

Full Life Coach


segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A volta para o Brasil


Quase todo brasileiro no exterior que conheci sonhava com a volta. Saíram por causa da grana, do estudo, de melhores oportunidades, por um amor ou pela aventura, mas pensavam: um dia eu volto.
Se para você, voltar também é um sonho, e você, com certeza, deseja que esse sonho seja bem-sucedido (leia-se: grana no bolso e realização profissional e pessoal), não pode abdicar de uma coisa que não é muito do nosso feitio tupiniquim: o planejamento.
Pois é! Sem planejar, nem aqui, nem na China alguém chega ao sucesso. O planejamento, apesar do “ranço” que a palavra causa, não é necessariamente algo muito doloroso, nem traumático, muito menos trabalhoso. Simplesmente porque você pode (e deve!) planejar ser feliz e satisfeito também. Isso se inclui num bom planejamento: o bem-estar, o equilíbrio, coisas que motivam.
Mas como planejar? O que fazer quando voltar ao Brasil? Como se reciclar, já que a carreira original ficou para trás?
A resposta você consegue investigando dentro de si. O requisito básico para uma volta de sucesso é... querer o sucesso. Pode parecer absurdo, mas muitas pessoas que atendo, por estarem presas a dores do passado, a mágoas, sentimentos conflitivos, perdem suas energias que poderiam ser usadas na construção do seu sucesso em buscar culpados pelo seu fracasso. O que fazer, nestes casos? Bem, é legal fazer uma terapia, até o ponto em que você (se é o seu caso), sinta-se com o vigor suficiente para dar o primeiro passo.

Bem, vou voltar ao tema: como planejar fazer algo no Brasil que dê certo e você se sinta bem? A fórmula é simples pra escrever. Para se praticar, depende de você:
1 – Saber quem você é: quais os seus sonhos, desejos reais (e não vontades), suas aptidões? Quais as suas habilidades? Como você é? Você é introspectivo? Calmo? Agitado? Age mais e planeja menos? Pensa muito e age pouco? Tudo isso deve ser cuidadosamente visto, para que você escolha algo que tenha realmente a ver com o seu perfil. O seu diploma, nesse caso, conta pouco, porque o sucesso não depende em absoluto dos seus cursos. Depende de você saber o que você quer, qual a sua capacidade e bancar-se do jeito que você é.
2 – Saber quem é o seu cliente: de acordo com o que você sabe e você é, você selecionará em que quer trabalhar. A partir daí, deve saber qual é o seu produto ou serviço específico que irá oferecer. E somente então, deverá ver quem é o seu cliente. Quanto ele deve ganhar? Qual a classe social ele pertence? Qual o perfil emocional dele? Quais as necessidades?
3 – Trabalhar sua imagem pessoal: aquilo que os outros percebem de você chama-se imagem pessoal. Puxa, o Antonio é tão simpático! Nossa, ele é competente! Como ele resolve problemas de forma tão fácil! Isso tudo são partes da imagem pessoal que alguém passa. Para você ser bem sucedido e poder cobrar o preço que deseja pelo seu trabalho, a sua imagem pessoal deve estar adequada ao que você vende, aos seus clientes e a si mesmo. Este é um trabalho de marketing pessoal.
4 – Finalmente, o último requisito: marketing. Pois é: qual a diferença de marketing pessoal do marketing? O primeiro é feito em torno da sua imagem. Você se vende como profissional. O segundo é feito em torno do seu produto ou serviço. Você vende eles, que estão atreladosà sua imagem.

Voltar ao Brasil não é difícil, e a oportunidade de você enriquecer neste país é tão grande quanto em qualquer lugar. Não é onde você está que faz a diferença, mas simplesmente o que você quer, o quanto você se valoriza e a estratégia que você usa para chegar lá! O Lula que o diga...
Nos próximos posts, falarei mais detalhadamente nestes 4 passos, explicando alguns métodos para você ir “se investigando”, e aprendendo a descobrir seu pontencial, seus sonhos, assumir a si mesmo e transformar sua mente em mente de empreendedor. Abraços!

Alex Possato
Full Life Coach
Consultor de Comunicação e Marketing Pessoal
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

A briga dos CDs


Se você é brasileiro e mora no exterior, é bem provável que esteja envolvido na estranha mas natural lei natural descoberta por Darwin, que diz: “todo brasileiro em solo estrangeiro reconhece e é imediatamente atraído por outro brasileiro”. Na verdade, não sei se foi Darwin, Sartre ou Romário que descobriu esta lei natural, mas que ela existe, existe. E quando morei no Japão, não poderia deixar de ser diferente: eu sempre estava rodeado de brasileiros e os brasileiros sempre estavam rodeados de mim. Só saía fora quando estava a fim de encontrar uma linda japonesinha ou ficar zen, comigo mesmo. Ou quando dava os rolos, as muvucas... É, talvez você não acredita, mas onde junta um monte de brasileiro também ocorrem confusões.

Uma das confusões que mais me marcaram era a guerra dos CDs. Morávamos num prédio praticamente infestados de brazukas: acho que os japoneses foram bem espertos, em deixar todo mundo junto e bem longe de vizinhos que pudessem se incomodar com o nosso barulho. E haja barulho! Cada apartamento de 40 metros quadrados possuía pelo menos um belo som de última geração – e olha que última geração no Japão significa muito: só falta andar o bicho!

E dá-lhe som. Mas havia uma questão. Eu sou de São Paulo, e aprendi a curtir Beto Guedes, Caetano, Chico e também rock inglês. Nada como um bom Led Zepellin! Para mim... Para meu vizinho da direita, era Chitãozinho e Xororó, Leandro – ainda vivo, e Leonardo, Christian e Ralph e sei lá mais o quê... Do meu lado esquerdo, o povo tinha vindo do norte, e era lambada o tempo todo. Abaixo, estranhos no ninho, dois irmãos peruanos, que curtiam uns sons que iam de rock argentino, como Fito Paez, à pop insuportável japonês. A molecada, que não fedia nem cheirava, era tragada pelo pop comum: dá-lhe Madonna, Roxette, INXS, Phil Collins... Alguns revoltados curtiam Nirvana, Pearl Jeam, os grunges da vida.

Talvez você pense que estou reclamando, querendo dizer que o meu som é mais música que todo o resto... Nein! Nestes anos que lá fiquei, nunca abri tanto minha cabeça musical para sons e músicas diferentes, e hoje, embora continue gostando do Beto Guedes, sei curtir coisas que antes não engolia...

É, Ximbinha também é cultura!


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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Tropa de Elite em Berlim, atira no Brasil, atinge os gringos


O filme ta em Berlim, e lá, segundo a crítica, é amado por uns, odiados por outros. Dizem ser fascista, por defender o lado do policial aparentemente honesto, mas que julga, mata, fere e tortura. Dizem o filme ser americanizado, com sua câmera alucinante lembrando algo do Spyke Lee, Cidade de Deus, Tarantino, e daí vai. Não vou discutir estética, primeiro porque não entendo, segundo porque acho um saco discussões estéticas, já que estética depende dos olhos e sensibilidade de quem vê.

Primeiro ponto é pacífico: não existe glamour no filme, e os mocinhos não são bonzinhos, os bandidos muito menos e a classe média aparece como o grande financiador do tráfico. Aí está um ponto interessante: quem é o maior consumidor de drogas do mundo, se não os Estados Unidos e a Europa? E o meio cinematográfico e artístico, incluindo nisto atores, diretores, roteiristas, empresários, músicos, cantores, etc., tanto aqui mas principalmente no exterior, é costumeiramente um berço esplêndido de pó branco, êxtase e pílulas. Não esqueço a cena que vi recentemente da extraordinária cantora Amy Winehouse sair do palco, demorar um ou dois minutos e voltar limpando o nariz com as costas das mãos. É, nossa linda juventude européia e americana, enfiada até a laringe no pó produzido na Colômbia, comercializado pelo Brasil e vendido no primeiro mundo. Então posso dizer com toda a segurança do mundo: este filme está incomodando e muito os gringos. Porque eles sabem que estão financiando o tráfico. Não é só a classe média brasileira – mas, proporcionalmente, é muito maior o consumo fora daqui. Na realidade, brasileiro se entope de pinga. Só bacana usa pó. E no primeiro mundo? Consome-se pó e tudo o mais que o dinheiro pode pagar. E não estão nem aí se morre neguinho no morro, se a situação corrompe não só polícia, mas políticos, médicos, empresários e tudo o mais que anda junto com o tráfico. Porque está aqui, no Brasil, e não na Europa. Isto não é apologia nem contra nem a favor das drogas, do Brasil ou da Europa. É uma apologia contra a hipocrisia de achar que, como o meu jardim está bonito, não tenho nada a ver com o do vizinho, onde, na calada da noite, despejo os restos do esgoto que sobra em casa...

É amigo, é osso duro de roer...

Aprender a manifestar sua opinião? O segredo é auto-estima!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Punks e tribos estranhas



Rolava o ano de 1993. Eu, calmamente andando por Nagoya, capital da província de Aichi, Japão, subitamente fui surpreendido por uma imagem espantosa: um jovem japonês, completamente vestido de preto e tarrachas, com um cabelo moicano de talvez 20 centímetros de altura. Ele vinha caminhando, e seu andar não era de punk, mas de japonês mesmo. E sorria um riso desafiador, de saber-se diferente numa terra de iguais. Sid Vicious ficaria de cabelo em pé, literalmente, ao ver os punks japoneses.

Brasil, anos 80

Somos filhos e netos da revolução, geração coca-cola. Papai curtia tropicalistas e bossa nova, e nós paralamas e legião. O movimento punk praticamente inexistiu no Brasil. A ditadura não permitiria, e como a censura era brava, ficou difícil entrar Sex Pistols e amigos. Talvez o gosto musical brasileiro também não estivesse muito a fim de três acordes martelados por uma bateria enfurecida e vozes beirando ao desafino. Fato é que, até os anos 80, a coisa mais rebelde que rolou aqui era o movimento hippie e suas variantes mutantes, num balaio de gato que ia de Raul a Secos e Molhados. Entender o punk e os jovens ingleses e alemães que se influenciaram por este movimento é um exercício e tanto.

Punks ingleses e alemães

Estes são os punks de verdade, pelo menos os que fundaram o conceito e pregaram a anarquia. Não ao trabalho, não ao governo, não às instituições, não ao moralismo, não às regras, não à estética. Os amigos que vivem na Inglaterra e Alemanha ainda encontram remanescentes deste grupo que, apesar de parecerem nocivos e perigosos, eram, geralmente, tranqüilos e pacíficos. Punk nasceu da falta de perspectiva e relativa miséria que a classe operária inglesa passava nos anos 70, palco de crises intermináveis. Um punk legítimo não trabalhava, usava drogas em excesso, transava a vontade, pedia dinheiro nas ruas, morava em casarões e prédios abandonados. Era necessário coragem para ser um punk legítimo, assim como era necessário coragem para ser um hippie legítimo.

O punk foi filho de uma sociedade que se modernizou, enriqueceu, deu oportunidade para quase todos, seguro e benefícios sociais, e mesmo assim era desumanizada.

Nós, brasileiros que vamos para o exterior, logo percebemos que, no primeiro mundo, temos segurança, benefícios, dinheiro no bolso e possibilidades de comprar as modernas bugigangas. E logo percebemos que isto não completa a nossa existência. Virar punk é uma solução à este vazio? Depende de cada um. Mas deixo uma pergunta ao amigo que lê estas linhas. Se a segurança do primeiro mundo não completa o vazio existencial que sentimos, o que completaria?


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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Emoções que despertam no exterior


Emocionalmente, todo homem busca o acolhimento, o conforto do lar, o aconchego dos braços amigos. O sentimento de rejeição, de não ter sido suficientemente amado, é um lugar-comum em consultórios de terapeutas e psicólogos. Porém, quando você está na sua zona de conforto, o local onde você sabe dominar, reconhece os limites, entende as regras sociais, sabe também de seus medos, este vazio interior, a dor de não ter sido melhor cuidado pela mamãe, preterido pelo papai, é contornada. Você tem amigos, lugares onde pode relaxar, paisagens que lhe lembram bons momentos, e tudo isso torna suportável esta dor.

Mas... e no exterior? O que acontece? Bem, de maneira geral, todos sentem este vazio. Uns mais, outros menos. E isto é claro: não temos mais os braços dos amigos, nem aquele lugarzinho especial para se encostar. Não entendemos as atitudes dos locais e eles tampouco entendem a nossa. As vezes, se temos o marido ou a esposa, e eles são igualmente brasileiros, temos a possibilidade de nos apoiarmos mutuamente... Mas as vezes o marido não entende... Sabia que homem é uma pedra pra perceber sentimentos? Pois é! A maioria... E se o casal for misto, brasuca e gringo, as vezes fica mais complicado de se entender. O cara, que é gringo, quer fazer de tudo pra esposa se sentir bem, mas ele só pode fazer aquilo que ele percebe. Geralmente miramos naquilo que vemos: por exemplo, o gringo pode pensar que a tristeza é falta de guaraná, café do ponto e feijoada. E toca ele a comprar um monte de enlatados brasileiros! Tenta mostrar as belezas do local, e as coisas que ele considera maravilhosas da região. E não é muito bem sucedido... a tristeza e o vazio continuam. Como lidar com ela?

Vou contar um segredinho: se na superfície temos inúmeras dificuldades de lidar com outras pessoas no exterior, por não entender hábitos, costumes, formas de pensar, no íntimo é muito fácil. Sabe por quê? O que eu falei acima, do vazio, da carência afetiva, da sensação que nossos pais não foram suficientes para nós, serve tanto para um brasileiro como para um chinês. O exterior nos desafia a encarar estas dores com mais seriedade, afinal, queremos viver bem e felizes, não é? E tanto o gringo quanto nós, brasileiros, temos necessidade de preencher este vazio. Não com guaraná, mas com sinceridade. Olhar o passado, perceber quem foram nossos pais, entender que eles fizeram o máximo que eles podiam, dentro do limite deles, é curativo. Olha: e se eles não fizeram nada, e você tem muita mágoa, mesmo assim, eles deram a vida. Ninguém mais poderia fazer isso, a não ser eles. Experimente sentir com o coração a vida que você tem, e transcenda os conceitos de como deveria ser um pai ou mãe..


Um pai já deu tudo o que podia dar ao filho, na hora do nascimento. Entenda o significado da famiília através da Constelação Familiar Sistêmica, e transforme sua vida! Clique aqui!



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Imagem do Brasil


Vou aproveitar para falar um pouco sobre imagem do Brasil no exterior. Adoro falar sobre imagem, porque acho que a imagem é tudo, como diz a propaganda. Trabalho com imagem pessoal, e posso dizer que a imagem que alguém transmite ao outro é exatamente o quanto ele se considera capaz, competente, importante. É, é necessário um pouco de arrogância, e isto é maravilhoso. Imagine quem seria Jesus, se ele não falasse, com todas as letras, que era o filho de Deus? Isso sem entrar nos méritos da descendência dele... As pessoas compram imagem, e não exatamente capacidade. Mas, para alguém passar uma imagem de capaz, ele mesmo tem que sentir capaz... mesmo não sendo. Não é louco, isso? Porém, é isso mesmo que acontece. Quem disse que o Bush é capaz? Quem diz que o Ronaldinho é o Fenômeno? Quem fala que a Gisele é a maior top model? A princípio de conversa, eles mesmos.

Lula só conseguiu se eleger quando deu um trato na imagem.

Bem, e falando da imagem de um país, parece mais complexo, porque se trata do que milhões de pessoas entendem como é o país que ele mora. A tendência da maioria dos imigrantes brasileiros que saíram em busca de oportunidades para o exterior, é ver o Brasil como um país de poucas oportunidades financeiras... acho que isso é óbvio. Mas será que é realidade? As pesquisas demonstram que o Brasil é, depois dos EUA, o país com maior grau de empreendedorismo do planeta. Mas este é um argumento ainda pouco valorizado no país. O que um brasileiro valoriza, em seu país? A natureza, a beleza das pessoas, a comunicação e simpatia... E o que o brasileiro reclama: geralmente dos hábitos (falar alto, falta de respeito com o patrimônio público, da violência, corrupção, dificuldades financeiras). E é exatamente esta a imagem que o Brasil recebe no exterior: um país bonito, exótico, mas cheio de problemas.

É importante dizer: imagem nunca é a realidade total, mas sim aquilo que comentamos, falamos, expomos, divulgamos. E na opinião deste blog, o Brasil possui aspectos que podem e devem ser valorizados, além da beleza natural.... Pode ter certeza que se esta valorização partir do próprio brasileiro, para fora, a imagem que o país tem no exterior mudará em pouco tempo.

Nos próximos posts estaremos colocando mais dados que podem servir de apoio a este argumento: índices de crescimento, redução das taxas de violência, investimento externo, lucro da empresas, redução da mortalidade infantil, etc.

E você, qual é a sua imagem do Brasil?

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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Brasileiro é racista!


Isso se passou com uma pessoa muito próxima a mim. Ela é francesa e mora no Brasil há anos. Talvez vocês que moram na Europa, principalmente na França e Alemanha, já tenham percebido a vontade que os nativos daí tem de entrar numa discussão, provocar um bate-boca, trocar idéias num ritmo alucinado. Nossa, como eles gostam de mostrar o que pensam! Vivi isso até com minha esposa, que é alemã. Bem, o caso é que esta francesa adora fazer isso... mas aqui no Brasil. Brasileiro odeia entrar em discussão, busca sempre colocar “panos-quentes”, é polido, não fala sua própria opinião por medo de ofender... Bem, culturas diferentes.

A minha amiga discute tudo: política, moda, jeito de viver, conhecimento, filosofia, banalidades. Bennn... non concordo... E daí vem! Resultado: ela vem e as pessoas falam: xi! Sai fora que a gringa “crica” ta chegando. A ponto dela dizer: brrrasilerrro é tudo raccisssta!!! Non gosta de estrrrangeirrro!

E você que vive aí fora? Já teve alguma experiência de se ver confrontado por um gringo, que sempre quer mostrar o que pensa? Sentiu-se ofendido? Conte a sua história também! Eu, particularmente, demorei muito para entender que este jeito “europeu” de ser não era para mostrar que eu estava errado, uma provocação, mas somente uma coisa cultural. E você? Qual é a sua experiência?

nokomando-desenvolvimento pessoal


Um blog bem bacana de e para dekasseguis


Olá, pessoal! Nas minhas navegações interneteiras por aí, acabei descobrindo um blog de uma brasileira que morou no Japão, é jornalista e coloca bastante matérias legais. O link sobre "japoneses preferem bonecas" é o máximo! Primeiro, achei que era sobre travestis. Depois, pensei que era sobre brinquedo. Vale a pena conferir. Japonês é tudo doido! Acessem o blog!

domingo, 27 de janeiro de 2008

Minha vida no Japão, em livro grátis!


É verdade! Escrevi o livro Dekassegui: ida e volta de um imigrante brasileiro ao Japão, e estou disponibilizando ele para baixar, gratuitamente! Como foi, os "causos" e a volta... e um pouquinho dos 13 anos depois... Será que vale a pena sair do Brasil? Será que vale a pena voltar? Baixe ele, e depois opine! Abraços.

Clique aqui para acessar a área de download.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

A motivação do imigrante


É lógico que você vê o sair do país como solução, seja para os problemas econômicos, seja pra busca de aventura, ou quem sabe um novo relacionamento. Sempre é melhor fazer algo, que não fazer. E as pessoas que têm coragem de sair do próprio país, abandonando sua cultura, hábitos, família, amigos, e se aventurando em algo totalmente novo, merecem a minha admiração e apoio.
A questão que eu quero explicar não é tão complicada: o que é que faz alguém sair da sua zona de conforto, a segurança do lugar conhecido e se aventurar no estranho? De maneira geral, é fugindo da dor ou em busca da satisfação, do prazer. As vezes, os dois elementos estão juntos. Como a mente humana opta somente por uma direção, uma razão, um objetivo, é muito importante para você, imigrante, ou futuro imigrante, saber se você está fugindo dos problemas (financeiros, familiares, de relacionamento, de auto-estima) ou está buscando oportunidades para o sucesso.
Isto é o que irá definir o seu futuro, tanto num país estrangeiro, como na volta ao Brasil. Veja bem: fugir das dívidas não quer dizer buscar riquezas. Fugir da não aceitação, seja da família ou de parceiros, não quer dizer bons relacionamentos. Embora seja um elemento motivador, a dor e o desespero diante de uma situação, em algum momento deverá ser trocado pela motivação que também trás alegria, prazer e realização. Esta motivação significa querer o máximo de prazer, de grana, de conforto, de amizades, de amor... Caso contrário, você até poderá encontrar um bom parceiro, mas não se realizará emocionalmente porque, simplesmente, não está buscando isto. Se você não busca uma flor num supermercado, nem irá notar a seção das plantas, não é mesmo? A mesma coisa serve para quem busca fugir das dívidas e da falta de dinheiro. Estará sempre achando que não tem dinheiro, porque não está buscando a riqueza, mas sim, estar longe do fracasso. Uma coisa não tem nada a ver com outra. A pessoa que olha o fracasso, fica cega diante de oportunidades, e inclusive rejeita-as, porque elas não fazem parte da sua busca. Para estar longe do fracasso, você deve ter o fracasso bem claro, próximo de você, para que você então se coloque numa distância segura. É como buscar não ser mordido por cães bravos. A toda hora que você ver um cachorro, você estará vendo o momento que ele poderá parecer que irá atacá-lo, na sua imaginação. Enquanto isso, o seu amigo que ofereceu uma sociedade num canil de cães de raça, é esquecido. Oportunidade? Não!
Amigo, amiga imigrante. Pode ser que você tenha escolhido sair do país porque alguma coisa no Brasil não estava dando certo. Nada de errado com isso. A coisa é: não persista com o foco naquilo que não está dando certo. Queira o melhor pra você! Se ganha mais que no Brasil, não importa! Ganhe 10, 100 vezes mais! Olhe o padrão do lugar onde você vive, ou irá viver. E multiplique isto por 100! Não se compare por baixo. Olhe os que estão acima, veja o que eles fizeram para alcançar tal patamar, invista em você e vá atrás! Você pode! Você merece!
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Pra mostrar que no Brasil não tem só cobra!!!

Se você passa o sufoco que eu passei, aí no estrangeiro, pra explicar pra gringo que o Brasil é mais que cobra, bunda e índio, mostra pra eles este videozinho legal!

Confusão num mercado japonês!


Não tinha nada pra fazer, resolvi dar uma volta. A F. Tech. era perto, e pelo barulho das máquinas, havia serviço. De longe, observei que o terreno ocupado pela fábrica era grande, portanto, deveria haver muitos funcionários. Todos os que entravam ou saíam vestiam o indefectível uniforme branco e boné azul. Continuei. Na rua, não havia ninguém, e mesmo os carros eram escassos. No caminho até o super-mercado, eu tinha a impressão de que todos os motoristas que passavam ficavam me observando, como se eu carregasse uma placa escrita - estrangeiro. Ingressei numa rua larga, arborizada, e dei de cara com a porta. O comércio costuma abrir após as dez da manhã. O supa (super-mercado) chamava-se Well-Mart, uma rede espalhada por várias cidades da região. No inglês nipônico, lê-se mais ou menos assim: uéro-máato.
Voltei mais tarde, e com a experiência de um mês em Okinawa, fui desbravando as prateleiras misteriosas, cheias de armadilhas e surpresas. O café solúvel Nescafé foi fácil identificar. Já o açúcar do sal, embalagem quase idêntica, estava difícil: comprei uma de cada. Macarrão, massa de tomate, cebola, alho, pouco a pouco fui pegando o jeito da coisa. Até achei uma preciosidade: abobrinha, grande e bonita. Preparei meu cardápio: arroz, abobrinha refogada, carne - vendida em fatias como se fosse presunto - e uma fruta de sobremesa. Qual não foi minha surpresa quando, após a primeira facada na "abobrinha", ela começou a minar água. Será uma melão? Observei com maior atenção e descobri que a danada não passava de um pepino, sem graça, sem gosto. Cardápio alterado: salada de pepino no lugar da abobrinha.
Esta foi uma das primeiras "abobrinhas" que cometi. Principalmente por não entender o que está escrito nas embalagens, muitas vezes compramos gato por lebre. Certa época, fui comprar uma capa de chuva, dessas que motoqueiros usam - acabei adquirindo a parte de baixo, a calça. A parte de cima era vendida separadamente...


Alex no Japão